Proteção veicular equivale ao Uber mas no mercado de seguros, afirma advogado

Em publicação na revista especializada AAAPV, o advogado e tenente do Exército Brasileiro, Raul Canal, afirmou que o sistema de proteção veicular é a modernização natural do mercado de seguros, como fez o Uber no mercado de táxis e o Airbnb no setor hoteleiro.

Hoje o Uber, que não possui sequer um automóvel em sua frota, fatura mais do que todos os taxistas juntos e já possui mais três concorrentes fortes no Brasil (Yet Go, Me Leva e Cabfly). O Trivago e o Booking, que não possuem nenhum leito, faturam mais em diárias de hotéis do que a Marriott, maior rede hoteleira do mundo, que conta com 30 bandeiras, 5.700 hotéis e mais de 1 milhão de leitos. A Decolar não possui nenhuma aeronave, mas vende mais passagens aéreas que a United, maior empresa aérea do mundo, com 1.338 aeronaves“, afirmou Raul Canal.

No mercado de proteção automotiva ocorre fenômeno semelhante: as seguradoras não conseguiram atender às necessidades dos consumidores do terceiro milênio. Estão reguladas por uma legislação antiquada e é justamente por isso, talvez, que conseguiram atingir ou atender apenas 2,5% do mercado nacional de motocicletas, somente 6,7% do mercado brasileiro de caminhões e apenas 24,2% do mercado de veículos leves.   

No vácuo deixado pela inoperância ou pelas amarras do mercado convencional, surgiram as cooperativas e associações de proteção patrimonial e automotiva, as quais, em menos de duas décadas, já possuem em suas bases o equivalente a cerca de 20% do mercado convencional de seguros automotivos. Para saber valores e benefícios da proteção veicular, clique aqui.

As associações e cooperativas de proteção patrimonial estão para as seguradoras, mutatis mutandis, como o Uber está para os táxis, representando aproximadamente 2% da frota nacional. Com um detalhe: as associações e cooperativas não estão competindo com as seguradoras, estão apenas absorvendo aquela fatia do mercado que elas rejeitam, como carros em blacklist, consumidores com restrições cadastrais, perfis desinteressantes, carros com mais de cinco anos de uso, motocicletas de baixa cilindradas, etc. Trata-se de um público marginalizado, desprezado pelo mercado segurador convencional e que somente dispõe de uma maneira de proteger o seu patrimônio (e muitas vezes o automóvel, o caminhão ou a motocicleta representam o único patrimônio concreto), qual seja, se associando a outros marginalizados do mercado convencional, para, num regime mútuo, socializarem os riscos a que seu patrimônio se encontra exposto e vulnerável.


Se fosse competente, nesse específico mercado segurador, não teria permitido que 49 seguradoras falissem ou precisassem ser liquidadas em menos de duas décadas. Ante à incompetência do Estado para regular o mercado, esse mesmo cidadão que tem de se preocupar com a saúde,com a educação, com a segurança que, além de pagar religiosamente os seus impostos para ter direito a esses serviços básicos (que o Estado vende, mas não entrega), que paga altos pedágios nas rodovias privatizadas porque o Estado não consegue prover a infraestrutura, esse mesmo cidadão que, rejeitado pelo mercado segurador convencional, se reuniu em associações para proteger o seu patrimônio, encontrando um mercado pujante e benefícios reais.                    

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